Porque os cães não vivem tanto quanto as pessoas?


"Sou veterinário, e fui chamado para examinar um cão da raça Wolfhound Irlandês, chamado Belker.
Os proprietários do animal, Antonio, sua esposa Elisa, e seu garotinho Guilherme,
eram todos muito ligados a Belker e esperavam por um milagre.
Examinei Belker e descobri que ele estava morrendo de câncer.
Disse à família que não haveria milagres no caso de Belker,
e me ofereci para proceder à eutanásia no velho cão, em sua casa.
Enquanto fazíamos os arranjos, Antonio e Elisa me contaram que estavam pensando
se não seria bom deixar que Guilherme, de quatro anos de idade, observasse o procedimento.
Eles achavam que ele poderia aprender algo da experiência.
No dia seguinte, senti o familiar “aperto na garganta” enquanto a família de Belker o rodeava.Guilherme, o menino, parecia tão calmo acariciando o velho cão pela última vez,que imaginei se ele entendia o que estava se passando.
Dentro de poucos minutos, Belker foi-se, pacificamente.
O garotinho parecia aceitar a transição de Belker sem dificuldade ou confusão.
Sentamo-nos juntos, logo após a morte de Belker, pensando alto
sobre o triste fato das vidas dos animais serem mais curtas que as dos seres humanos.
Guilherme, que tinha estado escutando silenciosamente, disse: "Eu sei porque!"
Abismados, voltamo-nos para ele. O que saiu de sua boca, me assombrou.
Eu nunca ouvira uma explicação mais reconfortante.
Ele disse:
- "As pessoas nascem para que possam aprender a ter uma vida boa,
amar todo mundo todo o tempo, e serem boas, certo?"
E o garoto de quatro anos concluiu:
- "Bem, cães já nascem sabendo como fazer isto,
portanto, não precisam ficar aqui tanto tempo quanto os humanos."

(Recebi por e-mail ;Autor Desconhecido)

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